Ser disruptivo não é fácil. Nem algo comum. É uma transformação que mexe com conceitos cristalizados durante décadas e com a tradição que se perpetua geração após geração. Entretanto, é extremamente necessário mudar e transformar. Principalmente quando se fala em implantar a chamada Pedagogia da Cri+Ação, que consiste na construção de conhecimentos a partir de práticas inovadoras, aliado a estratégias de inserção sociocultural e emocional, além dos recursos digitais.
Por isso, pensar, elaborar e desenvolver estratégias de impacto para as aulas faz parte do processo da Pedagogia de Cri+Ação. E é importante aliar todos os aspectos. Por exemplo: ao trabalhar conteúdos relacionados ao meio ambiente, é possível trabalhar de forma interdisciplinar. Que tal sair para além dos muros da escola e catalogar as espécies de árvores e flores que existem no entorno da instituição, na praça em frente, no bairro? Tarefa para a aula de Biologia.
Mas, também, é possível mapear, através dos conhecimentos em Geografia, em que tipo de solo a escola está construída, qual o manancial ao qual pertence a região, há rios, lagos, córregos e nascentes por perto? E, assim, qual a necessidade de reflorestar a mata ciliar, a beira do rio, as calçadas e praças. A partir daí, é possível conectar o conhecimento à realidade tecnológica. Nesses anos do século XXI, difundiu-se uma profusão de startups, muitas das quais trabalham com a questão do meio ambiente: monitoramento da qualidade do ar ou da qualidade da água, do nível de poluição, da saúde das árvores.
Assim, convidando startups ou empresas que utilizam a tecnologia para isso, conecta-se o aluno a ferramentas digitais importantes que trabalhem com inteligência artificial, entre outros aspectos. Mas, ao mesmo tempo, é preciso inserir os estudantes e a comunidade escolar na realidade local. Por isso, também é possível desenvolver um projeto, junto a órgãos públicos e à prefeitura ou Câmara de Vereadores, por exemplo, no sentido de promover o plantio de mudas pelo bairro, com espécies escolhidas por especialistas.
Essa estratégia é algo comum nas escolas brasileiras? Não. Portanto, é disruptiva. E, ao aliar todas essas ferramentas, insere-se dentro da chamada Pedagogia da Cri+Ação. Mas, é apenas um exemplo. A partir deste, é possível desenvolver muitos outros.
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